Por que vivemos? É a interrogação que somos convidados a fazer, tendo em vista encontrar uma motivação que dê razão para nossa existência. A sociedade atual é desafiada a lidar com este contexto extremamente delicado e preocupante: o suicídio em suas magnânimas proporções. São 1 milhão de vidas perdidas para a depressão em um só ano.
Numa sociedade que alcançou tamanho progresso técnico e científico, é certamente um dos paradoxos mais alarmantes de nossos tempos. Se lida com um ser humano hábil, pleno de oportunidades e até de sucesso, mas ao mesmo tempo vazio. Se a dor física perturba e faz chorar, a dor da alma dilacera seu interior, tornando insustentável o sofrimento.
Desse modo, somos desafiados a duas atitudes: saber identificar os sintomas, encorajar a procurar ajuda profissional, ser apoio e dar amparo. A outra é a compaixão e a não condenação para com aqueles que “escolhem” tal caminho. Sejamos sensíveis, buscando compreender a dor que está no íntimo deste que não encontra outra saída.
Texto: Ricardo Nienov

10 de setembro: Dia Internacional da Prevenção ao Suicídio
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